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São Paulo,05/04/2026

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Grupo de trabalho aprova relatório e recomenda urgência para endurecer controle sanitário de suplementos alimentares

camara.leg.br
Grupo de trabalho aprova relatório e recomenda urgência para endurecer controle sanitário de suplementos alimentares
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Bruno Spada/Câmara dos Deputados

Discussão e votação do parecer do relator. Dep. Felipe Carreras (PSB - PE)

Felipe Carreras durante a leitura do relatório


O Grupo de Trabalho sobre a Comercialização de Suplementos Alimentares da Câmara dos Deputados aprovou, nesta terça-feira (24), o relatório final com propostas para reformular o setor. O texto recomenda a tramitação em regime de urgência para os seguintes projetos de lei:



  • PL 5229/25, do deputado Pedro Paulo (PSD-RJ);

  • PL 5319/25, da deputada Tabata Amaral (PSB-SP);

  • PL 6000/25, do deputado Mário Heringer (PDT-MG).


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As propostas ampliam o controle sanitário e as punições para fraudes e publicidade enganosa. Os requerimentos de urgência seguem agora para análise do Plenário da Câmara.



O coordenador do grupo e relator do texto, deputado Felipe Carreras (PSB-PE), classificou a situação atual do setor como crítica.


"O cenário de total insegurança relacionada ao consumo de suplementos alimentares no Brasil demanda medidas urgentes", afirmou o parlamentar durante a leitura de seu parecer.


Punições atuais

Atualmente, a maioria dos suplementos é isenta de registro sanitário, conforme a norma da Anvisa (Resolução 240/18). O modelo baseia-se na "notificação" prévia, que pressupõe a boa-fé do fabricante.


As sanções, previstas na Lei 6.437/77, são apenas administrativas, como multas e recolhimento de lotes após a detecção de problemas.


O relatório aprovado aponta que essa estrutura é insuficiente para punir fraudes graves, como a adulteração de ingredientes e o uso de substâncias proibidas.


Irregularidades

Segundo o diagnóstico do grupo, o setor de suplementos liderou as denúncias de infrações sanitárias no país entre 2020 e 2025, correspondendo a 63% das investigações da Anvisa no período. Entre as irregularidades detectadas estão o uso de anabolizantes e a manipulação do teor de proteínas.


Para Carreras, a meta das novas propostas é "garantir que o suplemento alimentar no Brasil seja sinônimo de saúde e não de risco". O relator defendeu a migração para um regime de "segurança máxima" devido ao volume de falsificações em produtos vendidos livremente.


Novas regras

As propostas legislativas defendidas pelos deputados do grupo incluem:




  • rastreabilidade: obrigatoriedade de QR Code individual nos rótulos para que o consumidor verifique a origem e a composição do produto diretamente no banco de dados da Anvisa;




  • vendas on-line: plataformas de e-commerce e marketplaces deverão remover anúncios de produtos irregulares em até 24 horas, sob pena de responsabilidade solidária por danos ao consumidor;




  • punições criminais: alteração no Código Penal para tipificar a fraude em suplementos como crime contra a saúde pública.




"A mudança regulatória é urgente para proteger a saúde pública, combater a concorrência desleal e profissionalizar o setor", justificou Carreras, ao encerrar os trabalhos do colegiado.



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