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São Paulo,24/07/2026

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Projeto obriga escolas e universidades a oferecer apoio psicológico a profissionais da educação

camara.leg.br
Projeto obriga escolas e universidades a oferecer apoio psicológico a profissionais da educação
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Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados

Deputado Vanderlan Alves fala ao microfone

Alves: transtornos mentais entre profissionais da educação têm aumentado nos últimos anos


O Projeto de Lei 1206/26 obriga escolas de educação básica e instituições de ensino superior, públicas e privadas, a oferecer apoio psicológico aos profissionais da educação.


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O atendimento será oferecido a todos os profissionais da comunidade escolar. Além de professores e gestores, a proposta inclui:



  • secretários;

  • profissionais de apoio;

  • equipes de limpeza e manutenção; e

  • vigilantes.


O objetivo é prevenir e tratar problemas relacionados à saúde mental, como estresse no trabalho, violência escolar e assédio.


As instituições públicas de ensino deverão contratar psicólogos por meio de concurso público, processo seletivo ou convênios.


As instituições privadas poderão contratar esses profissionais diretamente ou recorrer a empresas especializadas.


Como vai funcionar

O apoio psicológico poderá incluir:



  • atendimento individual;

  • acompanhamento preventivo;

  • programas de promoção da saúde mental;

  • orientação em situações de estresse no trabalho; e

  • acompanhamento em casos de violência escolar, assédio ou conflitos no ambiente da instituição.


As escolas e universidades também deverão oferecer um espaço adequado para os atendimentos e garantir o sigilo das informações dos pacientes.


Crise de saúde mental

Autor da proposta, o deputado Vanderlan Alves (Solidariedade-CE) afirma que a educação brasileira enfrenta uma crise de saúde mental. “Professores e demais trabalhadores convivem diariamente com altos níveis de estresse, sobrecarga de trabalho e adoecimento emocional.”


Para o deputado, cuidar da saúde mental desses trabalhadores também contribui para melhorar a qualidade da aprendizagem.


Próximas etapas

A proposta será analisada em caráter conclusivo pelas comissões de Saúde; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Para virar lei, o texto deve ser aprovado pela Câmara e pelo Senado.


Se o projeto for aprovado e virar lei, os governos e as instituições privadas terão 24 meses para implantar as novas regras.


 



 



 


 

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