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São Paulo,29/07/2026

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Projeto cria programa nacional de apoio à amamentação em emergências

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Projeto cria programa nacional de apoio à amamentação em emergências
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Bruno Spada / Câmara dos Deputados

Discussão e votação de propostas legislativas. Dep. Talíria Petrone (PSOL-RJ)

Talíria Petrone: programa é estratégia para que o Brasil saia da improvisação


O Projeto de Lei 3976/25, da deputada Talíria Petrone (PSOL-RJ), institui o Programa Nacional de Apoio ao Aleitamento Humano em Emergências (Prame). O objetivo é garantir suporte técnico e humanitário a lactantes e bebês em momentos de crise. O texto está em análise na Câmara dos Deputados.


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O programa prevê quatro eixos principais de atuação:



  • apoio técnico e humanitário a lactantes e crianças em emergências;

  • criação de espaços seguros e privados para amamentação em abrigos e áreas de acolhimento;

  • fornecimento prioritário de água potável para pessoas lactantes; e

  • prevenção da distribuição indiscriminada de fórmulas infantis, mamadeiras e outros utensílios.


Para Talíria Petrone, a criação do programa é uma estratégia estruturante para que o Brasil saia da improvisação e passe a ter uma resposta técnica, humanizada e permanente. "Trata-se de garantir a presença de um apoio qualificado e afetuoso nos momentos de maior necessidade, unindo ciência e dignidade", disse.


Segundo estudos citados pela deputada, bebês não amamentados em situações de enchente teriam risco 30 vezes maior de internação por diarreia. Ela também informou que a distribuição indiscriminada de fórmulas infantis, como após o terremoto de 2006 na Indonésia, teria dobrado os casos de diarreia entre os bebês que as consumiram.


Resposta rápida

O projeto cria, no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS) e do Sistema Único de Assistência Social (SUAS), equipes interdisciplinares com profissionais de enfermagem, medicina, nutrição e assistência social. A proposta dá prioridade a especialistas em consultoria de amamentação, doulas e profissionais da Rede Brasileira de Bancos de Leite Humano.


As equipes terão atribuições amplas. Entre elas:



  • atuar diretamente em abrigos, postos de triagem e unidades de acolhimento temporário;

  • mapear e acompanhar lactantes e bebês em situação de vulnerabilidade; e

  • elaborar protocolos de apoio à lactação em articulação com serviços locais.


O texto determina ainda que as equipes atuem de forma permanente com ações preventivas, formativas e de vigilância nutricional, não somente respondendo a desastres.


As equipes serão acionadas a partir da decretação de estado de emergência ou calamidade pública, sob coordenação do gestor local do SUS em articulação com a Defesa Civil.


O projeto também autoriza o Executivo a firmar parcerias com universidades, organizações da sociedade civil, bancos de leite humano, conselhos profissionais e movimentos de mulheres para capacitação e funcionamento das equipes.


Próximos passos

Como teve a urgência aprovada, o texto pode ser analisado diretamente pelo Plenário, sem passar pelas comissões.


Para virar lei, precisa ser aprovado pela Câmara e pelo Senado.



 



 


 

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